segunda-feira, 15 de março de 2010

Existe vida além da carne de soja



Pois é, para muitas pessoas persiste essa ideia de que comida natural é sem graça, sem gosto e até feia. Mas isso está mudando e basta fazer uma visita a alguns bons restaurantes naturais da cidade para comprovar que a culinária natural evoluiu um bocado nos últimos anos.

Umas duas semanas atrás fiz uma reuniãozinha para as amigas só com delícias naturais: gaspacho, torta de quinoa com tofu, pasta de castanha do pará com salsinha e pasta de abóbora com gengibre. Tudo bonito, colorido e gostoso.

Esta semana uma paciente minha que está fazendo uma dieta de desintoxicação comentou comigo que estava achando a vida meio sem graça, nem tinha mais vontade de comer. Falei para ela que estava faltando um pouco de glamour na comida. Quem disse que natural tem que ser sem graça? Então sentamos juntas e elaboramos um cardápio para toda a semana com preparações deliciosas e atrativas feitas com os ingredientes que ela podia comer (acho que ela está bem mais feliz agora!).

E ontem, para comprovar que existe vida além da feiosa proteína texturizada de soja, eu e meu querido amigo (e tio) Alexandre Ribondi fizemos abobrinhas recheadas com quinoa e um belo molho de tomate. É só olhar a foto! Ficou bonito ou não ficou? A receita vocês vão ter que pedir pra ele (rs...)

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Todo se transforma


Essa semana eu encasquetei que queria comer couve-flor. Acho que o prato do programinha de carnaval não satifez meu desejo. Então, comprei couve-flor. Já tinha um shitake seco em casa, que coloquei para hidratar. Daí ganhei um arroz integral cateto, orgânico, super-power-tudo-de-bom e resolvi fazer à moda macrô: na panela de pressão. Fiz a couve-flor no vapor e o shitake em tirinhas. Tudo legal, natural, integral... Só que, muito metida, fui fazer o arroz sem ler a receita e acabei colocando o dobro da água necessária. Resultado: arroz mais que concentrado. O sabor ficou excelente, mas, de fato, a consistência precisava de ajustes (hehehehe).

Então, hoje lembrei da música do meu querido Jorge (Drexler)- por sinal, essa semana também encasquetei de ouvir o Jorge sem parar - e essa canção diz mais ou menos assim: "Nada es más simples, no hay otra norma, nada se pierde, todo se transforma". E fiz o quê? Creme de couve-flor(com molho branco de castanha do Pará) e bolinhos de arroz! Ficaram ambos incríveis. Viva o Lavoisier!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Programinha de carnaval



Gente, vou falar uma coisa pra vocês. Fazia tempo que eu não via essa cidade tão vazia num feriado. Não sei se fui eu que não passei pelos lugares "certos" ou se todo mundo viajou mesmo. Mas na verdade foi bom pra curtir uma preguicinha. E olha aí o programa de domingo. Almocinho na casa da mamãe, com direito à lasanha de berinjela (feita pela Luísa, que trabalha lá há séculos) com couve-flor salteada e cogumelos paris ao shoyu e vinho branco, obras de arte minha e da minha mãe. E o desafio do dia foi deixar os cogumelos ficarem bem sequinhos, do jeitinho que a gente queria, porque esses taisinhos soltam uma água danada. Mas taí! O resultado valeu a pena.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Delícias para o dia-a-dia



Olá pessoal.
Na última sexta-feira, fiz uma oficina muito legal na casa da Eliana e do João. Eu, a Eliana e a Antônia (que trabalha lá há apenas 25 anos) fizemos seis preparações salgadas e uma sobremesa. Todas super rápidas, ideais para conciliar nossa vida corrida com uma alimentação saudável. No menu do almoço, arroz integral, feijão azuki, abóbora com molho de tahine ao forno e quiabo com shitake. Para o jantar, uma deliciosa sopa de quinoa, abobrinha e cenoura. A sobremesa foi uma compota de maça sem açúcar. Curtam as fotos aí. Beijos.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Receita do Shitake

A pedido dos leitores, segue o passo-a-passo do bife de shitake:

Em primeiro lugar, escolha cogumelos bem frescos e bonitos, se possível, orgânicos. Lave-os e corte o cabinho, de maneira que fique o "chapeuzinho" inteiro, parecendo mesmo um bife. (Obs: o cabinho você pode cortar em tiras e fazer refogado com legumes ou colocar no arroz).

Em um recipiente coloque uma xícara de molho shoyu e meia xícara de cachaça (opcional) com algumas ervas e especiarias de sua preferência (ervas de Provence ou alecrim, pimenta do reino etc.) Deixe marinando por cerca de 2 horas.

Na hora da refeição, aqueça a grelha (eu fiz num grill do tipo "George Foreman", mas você pode usar uma frigideira mesmo, só não vai ficar com os frisos), despreze o molho e grelhe os shitakes, virando-os, até que fiquem dourados em ambos os lados.

É isso!

sábado, 5 de dezembro de 2009

Vocês viram o Globo Repórter ontem?

Sexta-feira chuvosa, imprópria para baladas, fiquei em casa vendo o Globo Repórter. Enfim, mas o que eu queria contar para vocês é que o programa, que era sobre a culinária japonesa e seus efeitos na saúde, na longevidade, na qualidade de vida, mostrou, entre as preparações, um bife de shitake.

Pois é, vocês lembram que no Natal passado eu fiz um shitake grelhado e que parecia realmente um bife. Nem sabia que era um prato típico da culinária japonesa, mas fiquei feliz de saber que eu estou sintonizada com a arte milenar. Hahahahahaha!

A única diferença é que o deles tinha uma fatia de bacon ao redor do cogumelo. Mas essa parte eu dispenso.

Dominando a arte dos pães


Gente,

Esta, na foto, é a fofa da Dona Neuza, uma senhorinha encantadora que faz a gente sentir que está na casa da avó da gente. Sabe assim, mil quitutes - biscoito de nata, de aveia, pão integral, pão de milho, manteiga caseira - com cafezinho e muito amor?

Pois é. A Dona Neuza faz pães e biscoitos caseiros para vender. E tudo começou como um hobby porque o negócio principal da família é o trigo, que ela e o marido, Seu Ismael, moem no moinho de pedra (vejam os vídeos abaixo) e entregam para diversos atacadistas e padarias de Brasília.

Então, a chácara da Dona Neuza e do Seu Ismael é vizinha à do meu pai e outro dia eu fui lá ver se aprendia uns segredinhos da arte dos pães. Passei um dia maravilhoso fazendo pão integral, pão sírio, biscoito de nata, pão de milho. Até ensaiamos um pão de milho sem glúten, mas este ainda precisa de aprimoramentos. rs...

Meu desafio agora é literalmente colocar a mão na massa, porque tenho as receitas, os ingredientes, mas o que acontece? Todo fim de semana meu pai vai na Dona Neuza e compra os deliciosos pãezinhos e aí quem dissse que eu tenho coragem de ir para cozinha me aventurar.

Bom, mas prometo que, agora que as aulas da faculdade acabaram e não tenho mais a desculpa da falta de tempo, vou testar e compartilhar com vocês.

Enquanto isso, vamos adquirindo os quitutes da Dona Neuza. Aliás, a galera do trabalho da minha irmã já está viciada nos biscoitinhos de nata.

Beijos!

Ah! Tenho que contar para vocês do almoço. Nossa! Arroz, feijão com pequi (isso mesmo pequi no feijão), taioba refogada e saladinha de couve, colhidas da horta. Também tinha um franguinho caipira que estava com uma cara ótima. E pasmem! Seu Ismael também cozinha e ajudou a preparar tudo.